Nesse momento estou me
sentindo a Alice no país das maravilhas correndo atrás de um coelho com
problemas de atraso, por que um bichinho tão pequeno corre tanto? A cara das
pessoas me olhando gritar para o bendito bicho me faria rir se eu não estivesse
tão estressada e cansada, mais para ficar ainda melhor o chapeleiro maluco
começa a berrar no meu ouvido, e vocês devem estar pensando, essa garota deve
estar drogada ou realmente está no país das maravilhas e eu digo, nem um, nem
outro, na verdade o bendito coelho é real, mais ele não corre porque está
atrasado e sim por que quer fugir da criança psicopata que é a filha da minha
tia e o chapeleiro é o, desculpem a palavra, maldito do irmão mais velho dela, gritando
para que eu não deixe o bichinho ser atropelado, mas da forma que está, eu vou
acabar me jogando na frente do primeiro carro que passar. Depois de tanta luta,
consegui encurralar o bichinho na calçada, os olhinhos do bicho me pediam
misericórdia, mas os meus pediam clemência, fala serio, eu não sou paga para
cuidar de crianças mimadas e muito menos correr atrás de um coelhinho no meio
da wall Street, porque o coelho prefere morrer amassado a viver ao lado do
clone da Felicite. Quando achei que meu martírio havia acabado, esse infeliz
decide correr pro meio da rua, poxa, o que eu fiz para merecer isso? Digam-me.
Fui exausta até o coelhinho que agora se escondia em uma das patas do touro de
bronze, respirava ofegante, agachei, suspirei e de uma forma bem meiga, o
chamei.
- Vem aqui baby, eu não vou te
machucar lindinho. – por dentro era assim, vem aqui seu maldito, se eu te pegar
vou arrancar sua pele e fazer um cachecol. Ele me olhou e mexeu seu focinho,
apertou os olhinhos e começou a dar uns pulinhos em minha direção. Finalmente o
pegue, me levantei e dei de cara com a cara daquele touro medonho e parecia que
ele me olhava, chegue mais perto afim de ver melhor seus olhos que pareciam tão
vivos, mas foi só minha imaginação, eu acho.
- Pronto pirralha, se o deixar
escapar de novo, vai ficar sem. – disse brava, mas a cara daquela pirralha era
de assustada.
- Ei, eu não quis te assustar,
me desculpa. – ela ainda parecia assustada, ela olhava para mim hipnotizada.
- Emily? Garota? – seu dedinho
agora apontava para trás de mim, eu realmente não queria olhar, sempre que
alguém aponta de forma assustada para trás de você quer dizer que alguma coisa
muito ruim está lá. Senti um bafo quente no meu pescoço e um som de algo
bufando me fez virar, mas bateu um arrependimento, aquele touro de bronze me
olhava com uma irá que me fez recuar, mas eu recuaria mesmo se ele fosse um
carneirinho, primeiro coisa que se passou pela minha cabeça, malditos animais
que resolveram me atormentar hoje. Segunda, vou morrer e ter... Nem deu tempo
de pensar na terceira, aquele bicho gigante berrou de um jeito assustador e me
deu uma cabeçada certeira no estomago, eu voe longe, acho que só parei por que
havia uma parede ali, se não, continuaria voando. Acabei aterrizando em pé e
isso fez minha perna doer, mas a adrenalina me manteve em pé, olhei rapidamente
em volta e vi o irmão de Emily correr até mim com a pequena em seu encalço.
- Erzo sai daqui, foge garoto.
- Eu praticamente berrei com ele, seu olhar assustado e as lágrimas de Emily me
fizeram abaixar o tom e dizer calmamente. - Erzo, olha para mim - ele olhou
ainda assustado, mas agora prestava mais atenção. - Pega sua irmãzinha e corra
o mais rápido possível, chama sua mãe e diz para mandar ajuda. - ele ainda
assustado assentiu e correu, foi nessa hora que aquele maldito touro resolveu
que correria atrás deles, mas eu não deixaria, ah não. Levantei o mais rápido
que pude e com isso senti minha perna, acho que estava quebrada, mas continuei.
Corri até aquele maldito e me jogue, pura burrice, fui lançada novamente só que
desta vez cai em uma cobertura de lona, ela rasgou e eu aterrissei suavemente,
isso foi suficiente para as crianças correrem e o touro virar sua atenção a
mim. Droga eu não poderia correr de novo, não até minha perna se curar. Resolvi
pular que nem um saci até um muro próxima não muito alto, mas que seria o
suficiente para ele não me alcançar, chegue próxima ao muro e pulei e, droga,
minha perna fez um estalo horrível. Já n muro olhei minha perna e realmente estava quebrada, olhei em volta e
acredite se quiser não havia ninguém naquela rua, as pessoas que andavam ali
sumiram minutos antes de tudo acontecer, demônio esperto. Minha perna parecia
estar melhor, mas não me arriscaria, aquele bicho andava de um lado para o outro,
em um instante deu uns cinco minutos naquele ser e ele correu em minha direção
batendo no muro, o muro tremeu e eu também, ele se afastou e bateu novamente, o
muro cedeu, eu pulei, aterrissei e minha perna já havia curado, o touro se
virou e bufou batendo seus cascos no asfalto, enquanto ele se preparava
aproveite para correr e bati em um homem, olhei para seu rosto e vi seus olhos
negros, ele sorriu e se pôs na minha frente, o touro veio e eu fechei os olhos,
não queria ver o estrago, já estava pronta para sentir o impacto, mas nada
aconteceu, abri lentamente os olhos e vi o homem segurar o touro pelos cifres e
falar algo em uma língua diferente e o touro voltar a ser somente um ser
inanimado. Minha cabeça girou e eu sabia que iria desmaiar, mas antes consegui
perguntar quem era ele. - Sou aquele que ficará ao seu lado sempre, aquele que
te protegerá a qualquer momento e te guiara para o melhor caminho. - Não fez sentido algum para
mim, senti minha cabeça pesar e a escuridão me pegou.
Minha cabeça doía
aponto de latejar, minha perna parecia realmente curada, meus olhos pareciam
pesados, eu queria abri-los, mas não conseguia. Escutei vozes ao meu redor,
alguém dizia que aquilo nunca aconteceu, novidade, sei que aquilo era novo, um demônio possuir uma estátua, como? algo não estava certo.
Finalmente senti que poderia abrir meus olhos e fiz, mas me arrependi assim que
a claridade os atingiu, droga de luz solar, agora sei por que vampiros a odeia.
Tentei focar meus olhos em um ponto perto da cama,e vi um garoto me olhar
interrogativo. Já vi aqueles olhos, eles pareciam de alguém que não vejo algum
tempo, alguém que... Meus Deus, Erik, era mesmo ele? Espera, ele não é o Erik, ele parece ter 9 ou 10 anos e o Erik agora tem minha idade, 18. Olhei
em volta para ver se havia mais alguém ali alem do clone do Erik e vi minha tia conversando com,
tia Mary? Onde eu estou?
Porque a tia Mary está aqui? Será que foi tão grave assim? Puta merda, porque
estou fazendo tanta pergunta para mim mesma? - Aaaaaaaaaaahhhh... chega! – acabei
gritando em voz alta, alertando minhas tias, que correram assustadas em minha
direção.
- O que houve Sam, sente alguma dor – Minha tia Kelly
perguntou toda preocupada.
- Não tia eu tô
bem, onde eu estou?- nunca avia estado ali, mas me sentia confortável, estranho.
- Está no
instituto de Nova York. – Isso era tão obvio, por que perguntei.
- Tia, onde está o
homem que me ajudou? – olhei em volta, mas não o vi.
- Querida, não
avia homem nenhum quando chegamos. – Ela falou cautelosa como se aquilo fosse
me ferir, mas como não avia homem, ele estava lá, eu o vi.
- Não tia, avia
sim, ele parou o touro e o exorcizou. – ela me olhava como se eu fosse louca. –
tia eu vi, eu...vi. – Minha cabeça começou a girar e uma dor aguda bem acima
dos olhos me fez curvar, droga, não consigo me lembrar o que exatamente
aconteceu.
- Querida beba
isso, Sam beba! – Tia Mary esticou a mão e pegou um copo cheio de chá, eu
balancei a cabeça em negação, mas ela insistiu, droga, droga e droga, eu odeio
chá.
- Urgh, amargo. –
Fiz uma careta e escutei o pequeno Erik rir, olhei para ele e mostrei a língua e ele fez o
mesmo e eu ri.
- Sam, você não se
lembra o que aconteceu? – Eu olhei para a tia Mary e negue, eu até lembrava de
algumas coisas. – Você não sentiu nada quando tudo acontecia? – Eu não entendi
o que ela quis dizer.
- Senti medo, e
quando eu quebrei a perna, senti dor. – Falei, mas ainda não avia entendido o
que ela quis dizer. – ah...e quando ele sussurrou algo estranho, eu me senti mal
e desmaiei. – Tia Mary olhou para minha outra tia e fez uma cara de espanto, eu
tenha certeza que não era para acontecer isso.
- Querida você
sabe o que ele disse? – Seu olhar era ansioso, eu negue e ela ficou preocupada.
- Tem algo que eu
deveria saber? – Perguntei já com desconfiança, mas elas responderam que não,
era só cautela, sei.
Minhas tias saíram
do quarto dando uma desculpa de que falariam com seus filhos para acalmá-los,
mas não acreditei, tenho certeza de que iram falar com o padre Alfredo sobre
mim. Algo muito ruim aconteceu comigo lá e eu vou descobrir o que foi.
Continua....
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